Holofote        
 
Paulista pode virar pólo de inovação

01/11/2015

Fonte: Portal Startupi

A Avenida Paulista pode emergir como o endereço do maior e mais novo pólo produtivo de tecnologia e inovação do país. O movimento PaulistaHACK, que realiza seu segundo encontro no vão livre do Masp, no dia 3 de novembro, a partir das 19h, descobriu que o sonho dos 450 pioneiros, inovadores, criativos, curiosos, empreendedores e loucos sonhado junto no Museu com a mais importante e abrangente coleção de arte ocidental da América Latina pode virar realidade. Prova disso, é que o encontro colaborativo, que ocorreu em clima de festival, já conquistou espaço e passou a integrar o calendário oficial do São Paulo Tech Week, que se realiza de 3 a 9 de novembro.

Oportunidade: novo cenário

Para Márcia Golfieri, uma das idealizadoras do evento, novas startups estão sendo criadas todos os dias e São Paulo destaca-se como um bem-sucedido ecossistema de empresas com esse perfil, apesar da recessão. Mais um fator é importante nessa equação: a transferência do centro financeiro da cidade para a região da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini e a consequente desocupação e perda da identidade da via, inaugurada em 1891 e que já sediou antigas mansões dos barões de café. Segundo Márcia, um novo cenário, criado com o fechamento da Avenida aos domingos e as ciclovias, permitiu um ambiente cultural e comportamental alinhado à filosofia colaborativa e inovadora dos jovens das startups.

Animada, Márcia apoia-se no relatório do Fundacity Investment sobre o primeiro semestre de 2015 no Brasil que mostrou um investimento de R$ 170.843.000, em 183 startups, por 45 investidores. A advogada é categórica ao citar as conclusões do Fundacity Latam Accelerator Report: “Mesmo com sérias dificuldades econômicas e políticas que o Brasil vem enfrentando, vê-se que o investimento nas startups não sofreu uma decaída. Na verdade, o investimento feito pelas aceleradoras permaneceu estável em comparação com o ano passado”.

Zona de incentivo fiscal

A agenda de trabalho dos organizadores do movimento PaulistaHACK é audaciosa e o trabalho é feito por várias pessoas em rede: desenvolvedores, investidores, homens de negócios, evangelizadores, co workers, TEDxOrganizers, representantes de outros movimentos estão pouco a pouco integrando o coletivo, inspirado pela iniciativa.

Foi iniciado o levantamento da legislação junto ao Centro de Inovação e Empreendedorismo e Tecnologia (CIETEC), da USP, pois uma das metas é criar uma zona de incentivo fiscal para as empresas de tecnologia do novo arranjo produtivo da Avenida Paulista.

Um manifesto, ainda em fase de preparação, a partir das ideias surgidas no primeiro encontro no dia 23 de setembro, com a coleta de apoio de players de destaque para o mercado de inovação. Entre eles, está Lala Dehanzelin, Augusto de Franco, Oswaldo Oliveira, Daniel Marigliano, Luciano Meira, Diego Remus, Roberto Civile, Luís Leão, Cláudio Pinhanez, Pedro Markun, Tiago Eugênio, além de tantos outros inovadores, que foram ouvidos para que movimento interativo nascesse.

Diálogo: Prefeitura e Governo

Já foram mapeadas as atividades para alimentar um banco de dados e outra frente visa a criar uma zona livre de WiFi, que deverá buscar o apoio de comerciantes da região Paulista, por meio de uma campanha, para que seja possível a unificação de senhas e assim permitir um down top, uma rede de WiFi Free em toda a extensão do corredor, por onde circulam 1,5 milhão de pessoas por dia. Buscar um espaço permanente em um local livre e gratuito na Avenida Paulista para os encontros da comunidade é outro foco da pauta do movimento, que já iniciou um diálogo com a Prefeitura de São Paulo e o Governo do Estado para a cessão de espaços para abrigar as sedes das futuras empresas que queiram se mudar para a área.

Na pauta: futurismo na Nasa

A programação da nova edição do PaulistaHACK destaca a palestra, no dia 3 de novembro, às 19h30, no vão do Masp, do engenheiro mecatrônico Renato Stefani, que é especialista em futurismo e tecnologias exponenciais pela Singularity University, na NASA (EUA). Com 25 anos, o jovem criou o HackLife, sua empresa de consultoria e autoconhecimento que ensina, as pessoas a entenderem a vida como um sistema e “hackeá-lo”. “Como recuperar o controle do tempo de uma vez por todas”, por exemplo, é um dos posts escritos por Renato no blog, um dos canais criados para o público entrar em contato com a empresa dele, ao lado de podcasts, cursos online e workshops presenciais.